Segundo as pesquisas do Mastrângelo, tudo Mara

O quadro político remete a propaganda de inauguração das Casas Pernambucanas, mas Mara Rocha atravessou no meio, que nem pau de lata e pode ser senadora.

A campanha eleitoral já mostrou em grande parte o que será dela mesma em 2026: uma embuança entre ex – bons amigos que ficaram de mal!

Não há nada de novo, nenhuma revelação verdadeira, original, e promete ser um pote até aqui de mágoas e vinganças, conforme poderemos ver e descrever daqui pedaço. Mas as primeiras pesquisas dos principais medidores da intenção de voto do Acre já indicam tendências, com certeza.

Alan continua imbatível pro Governo, o Jorge Viana recuperou o espaço que costumava ter e não há o que se dizer nem de Márcio Bittar nem de Petecão: eles são o que sempre foram. Petecão, por exemplo, sofre os efeitos da longevidade e Bittar dá impressão de que encalhou na esperança de que se repita a carona que o levou ao mandato que exerce, de vela acesa na mão, torcendo que o tal cavalo da sorte passe selado. O “cavalo” seria um mói de fatores em que possa montar como montou na conjuntura que elegeu Gladson para o Governo e Petecão para o Senado. Igualzinha à que fez de Marina e Geraldim o que foram.

Mas o que me chama atenção são outros dois pontos!

O primeiro é a performance da ex – deputada Mara Rocha, que, sem mandato e nenhum padrinho, empata com Jorge Viana e passa de Bittar. O segundo ponto é que, ao empatar tecnicamente com Jorge pode interpretar que teria com o esquerdista muitos pontos de convergência junto ao Eleitorado.  Ou seja, bolsonarista ou direitista conservadora, ela e o Esquerdista teriam, segundo o extrato das pesquisas, muitos votos juntos. Mara X Jorge, Jorge X Mara.

É nisso que tanto ela como ele deverão mirar, antes de uma sangria retórica de campanha excessivamente ideológica. Pelo menos enquanto não houver fatos novos com Camelí, inclusive novas pesquisas que confirmem sua clara tendência de queda. O resto pode ser definido pela Justiça, que deve julgá – lo no decorrer do período pelas traquinagens de que é acusado.

No resumo, se nada de novo ocorrer, teremos a eleição mais sem sal do mundo, refletindo os mesmos principais problemas do Acre: crise de representatividade ( por falta de lideranças novas) e ausência completa de debates sobre projetos que tirem o Estado da situação palpérrima em que ele vive desde que os seringalistas botaram e tiram Galvez, e depois imploraram que ele aceitasse voltar para o lugar de onde nunca tinha saído. À luz da História, a única novidade do Acre ainda é a chegada da Televisão, que completou 50 anos no ano passado, e a ” substituição do Toniquinho pelo Adem Araújo na condução da Federação de Futebol. O resto é um museu de geoglifos e dinossauros!