Trabalhadores da Caixa Econômica Federal e dos Correios aderiram às greves nacionais por tempo indeterminado no Acre após a rejeição de propostas apresentadas durante as negociações coletivas das categorias. A paralisação afeta principalmente o atendimento presencial das duas estatais. No Banco do Brasil, funcionários acreanos fizeram uma paralisação parcial na sexta-feira (11), mas devem retornar às atividades na segunda-feira (14).
Na Caixa, a greve ocorre em meio às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Os empregados rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e mantiveram o movimento iniciado nacionalmente. No Acre, trabalhadores de bancos públicos já haviam aprovado a paralisação durante assembleias realizadas pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre.
Um dos principais pontos de divergência entre os empregados da Caixa e a direção do banco envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Também estão em discussão condições econômicas, participação nos lucros e resultados e outros pontos do acordo coletivo.
Mesmo com a greve, clientes da Caixa continuam com acesso aos serviços digitais e remotos. O banco mantém em funcionamento o aplicativo Caixa, o Caixa Tem, internet banking, atendimento por WhatsApp e telefone, além de caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
A situação do Banco do Brasil é diferente. No Acre, os funcionários participaram da mobilização na sexta-feira, mas a paralisação não seguirá por tempo indeterminado. A categoria deve voltar ao trabalho na segunda-feira após o avanço das negociações e a aprovação de acordo pela maior parte das bases sindicais do país.
Nos Correios, os trabalhadores acreanos decidiram aderir à greve nacional durante assembleia realizada na noite de sexta-feira. O Acre estava entre as últimas bases do país a definir a participação no movimento, que já havia sido aprovado em dezenas de assembleias realizadas em outros estados.
A categoria cobra avanços na negociação do acordo coletivo e contesta mudanças relacionadas ao plano de saúde. Os trabalhadores também reivindicam manutenção de direitos, reposição salarial e melhores condições de trabalho.
No Acre, representantes dos funcionários também questionam medidas previstas no processo de reestruturação dos Correios, entre elas redução da estrutura operacional e fechamento de unidades. A preocupação é que a diminuição de postos de trabalho e de pontos de atendimento aumente a sobrecarga dos empregados e afete principalmente os serviços prestados nos municípios do interior.
A greve nacional dos Correios começou após sucessivas rodadas de negociação terminarem sem acordo. O plano de saúde tornou-se um dos principais pontos de impasse entre a empresa e os trabalhadores. A categoria teme que alterações no modelo de custeio aumentem as despesas dos empregados, aposentados e dependentes.
Os Correios afirmam que adotaram um Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os efeitos da paralisação e manter serviços essenciais aos clientes. A empresa atravessa um período de dificuldades financeiras e registrou prejuízo bilionário no primeiro semestre deste ano.
A paralisação segue sem data definida para terminar tanto nos Correios quanto na Caixa. A continuidade das greves dependerá das próximas negociações entre as empresas e as representações dos trabalhadores.







