Café e chá são associados a um risco menor de câncer de cabeça e pescoço; saiba a quantidade por dia

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O consumo de café e chá tem sido associado a diversos benefícios para a saúde, como um risco reduzido para diabetes, doenças cardiovasculares e até uma maior longevidade. Agora, um novo estudo publicado na revista científica Cancer encontrou uma ligação entre as bebidas e um risco menor de câncer de cabeça e pescoço.

Pesquisadores analisaram dados de 14 estudos realizados por diferentes cientistas associados ao consórcio Internacional de Epidemiologia do Câncer de Cabeça e Pescoço. Ao todo, os trabalhos englobaram informações de 9.548 pacientes que desenvolveram a doença e 15.783 saudáveis para comparar os padrões de consumo de café e chá.

Já beber de três a quatro xícaras de café com cafeína foi associado a uma redução de 41% no risco de câncer hipofaríngeo (um tipo de câncer na parte inferior da garganta). O consumo de café descafeinado também teve benefícios: foi associado a uma redução de 25% nas chances de câncer na cavidade oral.

Em relação ao chá, o consumo de até uma xícara por dia foi ligado a uma diminuição de 9% no risco de câncer de cabeça e pescoço e de 27% no risco de câncer hipofaríngeo.

Ao MedPageToday, a autora explicou que “talvez compostos bioativos além da cafeína contribuam para esse potencial efeito anticancerígeno do café e do chá”: — Os polifenois encontrados no café com cafeína, descafeinado e no chá demonstraram propriedades antioxidantes e anticancerígenas que contribuem para a inibição da angiogênese, proliferação celular, invasão celular e metástase de células cancerígenas. Essa capacidade bioativa do café também foi observada em estudos laboratoriais com linhagens de células cancerígenas humanas.

O consumo de mais de uma xícara de chá por dia, porém, foi relacionado a um aumento de 38% nas chances de câncer de laringe, algo que o estudo sugere poder estar relacionado ao fato de a bebida potencialmente aumentar as chances de refluxo gastroesofágico, que por sua vez está associado a um risco maior da doença.

Com informações: O Globo